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Mostrando postagens de setembro, 2026
  Sou pequeno. Mas posso ter postura de empresa grande. Sua empresa pode ser pequena no faturamento, no número de funcionários ou no tamanho da estrutura. Mas ela não precisa ser pequena na forma de pensar e administrar. Existe uma frase que escuto com frequência entre pequenos empresários: “Minha empresa é pequena. Isso é coisa para empresa grande.” Normalmente ela aparece quando o assunto é planejamento, controle, indicadores, processos, treinamento, pesquisa, gestão de estoque ou alguma ferramenta administrativa. Como se organização tivesse tamanho mínimo para começar. Não tem. Na realidade, acredito exatamente no contrário: quanto menor a empresa, menos dinheiro ela tem para desperdiçar com erros que poderiam ser evitados. Gestão não deveria depender do tamanho da empresa Os princípios de uma boa gestão não foram criados exclusivamente para empresas com centenas de funcionários e milhões em faturamento. Planejar. Controlar. Medir. Definir responsabilidades. Acompanhar resultado...
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  “O consumidor não precisa comprar o produto premium para participar do prestígio da marca.” Quando o posicionamento premium valoriza até o produto mais básico Existe uma ideia bastante comum quando falamos de posicionamento: se uma marca quer atingir públicos diferentes, precisa criar produtos completamente diferentes para cada classe de consumidor? Nem sempre! Às vezes, uma estratégia bem construída consegue algo muito mais interessante: fazer o posicionamento de maior valor contaminar positivamente a percepção de toda a marca. E um exemplo que considero muito interessante para refletir mos sobre isso é o das Havaianas. A mesma marca, em mundos completamente diferentes Você encontra Havaianas em supermercados, mercadinhos de bairro, atacarejos e pequenos comércios. Mas também encontra a marca em shopping centers sofisticados e pontos de venda direcionados a consumidores e turistas de maior poder aquisitivo. Naturalmente, existem diferenças de modelos, coleções, design e preço. M...
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  Sua empresa paga para trazer o cliente até a loja. E depois manda ele embora? Empresas investem milhões em publicidade para conquistar a atenção do consumidor. Marketing digital, redes sociais, mídia, promoções, CRM, programas de fidelidade, campanhas de relacionamento, experiência do cliente... Tudo para conseguir algo cada vez mais difícil: fazer o cliente chegar até a empresa. Mas o que acontece quando ele chega? Recentemente, vivi uma situação que me fez pensar sobre a distância que às vezes existe entre processo e oportunidade comercial . Precisava agendar a revisão do meu carro. Passei em frente à concessionária e pensei: estou aqui, vou entrar e resolver isso rapidamente. Estacionei, fui até o setor responsável pelas revisões e pedi para fazer o agendamento. A resposta foi: “Não podemos agendar por aqui. O agendamento é somente pelo WhatsApp. Se o senhor quiser, pode escanear o QR Code que está ali na parede.” Procurei o celular no bolso. Tinha deixado no carro. E naquele ...
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Quando a indústria também vira distribuidora: quem está olhando para o PDV? Grandes indústrias construíram, ao longo dos anos, estruturas comerciais e logísticas capazes de atender milhares de pontos de venda, cobrir extensas áreas geográficas e administrar portfólios com múltiplas marcas e centenas — às vezes milhares — de SKUs. São verdadeiras máquinas de distribuição e venda. Agora, um movimento chama a atenção: algumas dessas indústrias passam a utilizar essa capacidade para distribuir também produtos e marcas de outras empresas. Do ponto de vista estratégico, faz sentido. Existe uma estrutura pronta. Há vendedores em campo, rotas estabelecidas, centros de distribuição, tecnologia, relacionamento com o varejo e capacidade logística. Mas existe uma pergunta que considero ainda mais interessante: O ponto de venda está preparado para concentrar uma parcela cada vez maior de suas compras em um único fornecedor? Quando o fornecedor cresce dentro do PDV Imagine um varejista que tradicion...
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  “Seu bolo é maravilhoso. Você deveria vender!” Cuidado com esse conselho “Você cozinha muito bem!” “Esse bolo está maravilhoso!” “Por que você não faz para vender? Todo mundo vai comprar!” Se você está pensando em começar um pequeno negócio porque ouviu frases como essas, tenho um conselho: não transforme elogio em plano de negócios. O elogio pode até ser o começo de uma boa ideia. Pode revelar um talento, uma habilidade ou uma oportunidade. Mas existe uma enorme diferença entre alguém dizer “eu adorei” e colocar a mão no bolso para dizer “eu compro”. E é justamente nessa diferença que muitos pequenos negócios começam a ter problemas. Quem elogia não é necessariamente quem compra Imagine que você faça um bolo excelente. Família e amigos experimentam e todos elogiam. Então alguém diz: “Você precisa vender isso!” Animado, você começa. Compra ingredientes em maior quantidade, embalagens, formas, utensílios, cria uma marca, faz divulgação e começa a receber os primeiros pedidos. Só ...
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              Sua loja pode ser excelente. Mas o cliente consegue entrar nela? A loja era ótima. O problema era conseguir entrar nela. Esta semana estive em um supermercado que considero de grande porte. Mais de dez checkouts, loja ampla, corredores espaçosos, boa iluminação e uma sensação muito agradável de conforto. Era o tipo de ambiente que convida o consumidor a fazer uma compra com calma, circular pelas gôndolas e observar melhor os produtos. Só havia um problema. Eu demorei quase dez minutos para descobrir tudo isso. E o motivo é simples: tive dificuldade para encontrar a entrada da loja. A experiência do cliente começa antes da porta Entrei no estacionamento de carro e tentei fazer aquilo que praticamente todo consumidor faz: identificar a entrada do supermercado para estacionar o mais próximo possível dela. Mas a entrada e a saída não estavam claramente visíveis. Escolhi uma vaga, estacionei e comecei a procurar por onde entrar. Primeiro ...
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  O lado certo da avenida pode valer mais que o ponto comercial Quando um futuro empreendedor procura um ponto comercial, é muito comum ouvir: “Esse ponto é excelente. Passam milhares de carros por aqui todos os dias.” Pode ser verdade. Mas isso, sozinho, não significa que seja um bom ponto para o seu negócio. Antes de contar quantos carros ou pessoas passam na frente do imóvel, existem duas perguntas que considero fundamentais: Em que sentido essas pessoas estão indo? E, principalmente, para onde elas estão indo? Parece uma diferença pequena, mas pode mudar completamente o potencial comercial de um ponto. Imagine uma grande avenida com fluxo intenso nos dois sentidos. Às 7h30 da manhã, o maior movimento acontece no sentido de quem está indo trabalhar, levar os filhos à escola, chegar à faculdade ou cumprir os compromissos do início do dia. Às 18h, acontece o contrário. O fluxo mais intenso passa para o outro lado da avenida. Agora são pessoas voltando para casa. É a mesma avenida....
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  Ideias para o Seu Negócio Às vezes, uma pequena ideia pode fazer uma grande diferença. Ao longo de muitos anos trabalhando com pesquisa de mercado, tive a oportunidade de conhecer empresas de diferentes tamanhos e segmentos, conversar com consumidores, visitar pontos de venda, analisar concorrentes e, principalmente, observar negócios. E uma coisa sempre me chamou a atenção: muitas vezes, uma boa oportunidade está bem na nossa frente — mas quem vive o negócio todos os dias nem sempre consegue enxergá-la. Pode ser uma mudança simples no atendimento. Uma nova forma de apresentar um produto. Um serviço que poderia ser acrescentado. Uma parceria que ninguém pensou em fazer. Um espaço que poderia ser melhor aproveitado. Uma informação sobre o cliente que a empresa nunca procurou conhecer. Foi pensando nisso que nasceu o Ideias para o Seu Negócio . Este não será um espaço de fórmulas prontas ou receitas milagrosas. Minha proposta é muito mais simples: observar negócios e compartilhar i...